A questão do batismo infantil é complicada. Os grupos cristãos que batizam crianças (presbiterianos, metodistas, anglicanos, católicos e outros menores) não fazem isso apenas por fazer. É praticado por igrejas que vieram da reforma protestante que ocorreu a 500 anos!
Na verdade, em suas teologias, existe uma correlação do batismo como ato de fé, assim como a circuncisão funcionava para os judeus. A questão era: o pai circuncidava o filho com a fé de que ele permaneceria em fidelidade para com Deus, mesmo crescendo e tendo suas próprias escolhas mais tarde. De igual forma, os pais cristãos batizariam as crianças como ato de fé de que seus filhos permaneceriam no caminho mesmo depois de adultos.
O argumento bíblico para o batismo das crianças dos crentes se apóia no paralelo entre a circuncisão, do Antigo Testamento, e o batismo, do Novo Testamento, como sinais e selos da aliança da graça (Gn 17.11; Rm 4.11; CI 2.11-12), e na alegação de que o princípio da solidariedade familiar na comunidade da aliança (a Igreja, como é agora chamada) não foi afetado pela transição da "velha" para a "nova" forma da aliança de Deus, realizada pela vinda de Cristo. As crianças dos crentes gozam do status de filhos da aliança e, portanto, devem ser batizadas, do mesmo modo que os filhos meninos dos judeus eram anteriormente circuncidados. O precedente do Antigo Testamento exige essa prática, e não há instruções divinas revogando esse princípio.
Na Bíblia, todo o espectro temporal encontrado engloba a primeira geração de cristãos. Nesse caso, a discussão a respeito dos "nascidos" em lar cristão só seria um assunto a ser debatido pela próxima geração, não narrada na Bíblia (como de fato aconteceu). Inclusive, a passagem do batismo da família do carcereiro dá a possível interpretação de batismo infantil também.
Não vale a pena levantar problemas e escandalizar os crentes devido a um detalhe não essencial à salvação. Batismo infantil ou pedobatismo é apenas uma outra interpretação de um rito praticado pela igreja e que, se avaliarmos com mais calma, não é um rito necessário para a salvação, pois batismo infantil ou de adultos, é um reflexo de um rito judaico mas não é a este ponto que quero me apegar.
Esta discussão sempre ficará em torno de haver ou não evidências bíblicas de que crianças foram batizadas. Por exemplo, podemos pegar o fato de que para uns, "toda sua casa" significa que crianças também foram batizadas e, para outros, a mesma expressão se trata de uma casa onde só havia adultos.
Na passagem de Atos 18:8, na conversão de Crispo, toda a sua casa também se converteu. Tem também a conversão de Lídia em Atos 16:15 onde toda uma unidade familiar foi batizada. Outra unidade familiar é encontrada na família do carcereiro em Atos 16:31-34. Casa de Estéfanas em 1Coríntios 1:16. Em todas estas passagens nós vemos aí uma unidade familiar, em uma família tem crianças, não?!
"Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado" Marcos 16:16
Jesus estava falando de pregar o evangelho e só se prega a quem pode crer; e quem crer deve ser batizado. Mas isto não significa que as crianças não podem ser batizadas a menos que aceitemos a idéia de que de que se elas não crerem serão condenadas. Da mesma forma que a criança não pode crer para ser batizada, ela não pode ser condenada porque não crê. E Jesus diz que quem “não crê será condenado”. Se usarmos este texto contra batismo infantil, ficamos numa situação complicada.
Devemos também considerar que nas condições da igreja primitiva - missionária, em fase de constituição - o batismo de crianças não se dava na mesma proporção que numa igreja já formada. Na Bíblia, todo o espectro temporal encontrado engloba a primeira geração de cristãos. Nesse caso, a discussão a respeito dos "nascidos" em lar cristão só seria um assunto a ser debatido pela próxima geração, não narrada na Bíblia (como de fato aconteceu). Inclusive, a passagem do batismo da família do carcereiro dá a possível interpretação de batismo infantil também.
É importante salientarmos que no caso de adultos que queiram ser batizados, espera-se que estes façam a confissão e a demonstração de uma fé verdadeira. É o caso da grande comissão feita na passagem citada. Temos que ter em mente que, naquela ocasião, Cristo tem em vista a obra missionária da igreja. Implica que o alvo são os adultos. Eles é que seriam evangelizados. Fé é de fato um pré-requisito para que adultos sejam batizados, mas o mesmo não se aplica às crianças. Em momento algum, este pode ser um argumento contra o batismo infantil.
Avaliando a evolução da igreja, em seu princípio, muitos grandes historiadores, teólogos e alguns consilhos, defendiam o pedobatismo, como Irineu, Justino o Martir, Tertuliano, Origenes, Pelágio, Agostinho, Consilho de Cártago. Pós-igreja primitiva, encontramos também diversos grupos que defendem o pedobatismo como: Católicos Apostólicos Romanos, Igreja Ortodoxa Oriental, Luteranos, Anglicanos, Metodistas, Presbiterianos e diversas outras denominações que se ramificaram a partir das que citei.
O batismo não é a salvação e nem uma garantia da mesma. Diferente do catolicismo Romano, a igreja reformada não atribui ao batismo nenhum poder de salvar ou regenerar ligado a ele mesmo. O batismo não gera fé, mas serve para fortalecê-la.
"Deixai os pequeninos, não os embaraceis de vir a mim, porque dos tais é o reino dos céus." Mateus 19:14
Normalmente argumenta-se que o batismo de crianças não é correto pois elas são puras e não tem maturidade para discernir o certo e o errado para que venham a optar a batizar-se para arrependimento de pecados.
Se o batismo é apenas para arrependimento de pecados, as pessoas deveriam ser batizadas todas as vezes que pecassem. Mas se é, antes de tudo, um sinal externo, visível, da aliança imutável de Deus com o seu povo, então não deveríamos negar aos nossos filhos este selo importante.
As pessoas que são contra o batismo infantil são geralmente pessoas que pensam ser o batismo um ato salvador em si mesmo e não um sinal de inclusão ao reino, um selo do pacto. Por isso associaram o batismo à capacidade de se arrepender. Mas o batismo, como símbolo de uma ressurreição espiritual é sinal de nossa entrada ao reino de Deus e você não negaria este privilégio a seu filho? Negaria?
Na realidade se na Biblia não há evidencias de batismo infantil, não podemos afirmar que exista provas biblicas contra o batismo infantil. Portanto é errado julgar ou analisar apenas um lado. Quanto ao rebatismo, tambem é uma pratica totalmente errada, não temos na biblia tambem nem uma evidencia dessa pratica. Se na bíblia não há argumentos para batismo de crianças ou não, não podemos dizer que há argumentos para batismo APENAS de adultos.
Concluindo, precisamos não nos ater a pequenos detalhes não essenciais para a salvação.
Lembrei agora, dos credos, muito mais usados pela igreja católica mas que são muito interessantes pois é uma forma bem sintética de "dogmas" cristãos. Falo em principal do Credo Apostólico, que é o mais conhecido.
De que me importa se crianças são batizadas? De que me importa se o batismo é por aspersão ou imersão? De que me importa se o indivíduo apenas aceitar o batismo com o Espírito Santo expresso atravéz da manifestação de sua fé e pública confissão de fé?
Isto tudo, de nada importa se todos crêem que há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, isto é o que realmente importa. (Efésios 4:1-7). O que a mim importa é que seja batismo com água quando adulto, criança ou até mesmo não o seja, o que importa é que o batismo é com o Espírito Santo. A água é simbólica e isto todas as denominações são unânimes em concordar.
Não tenho nada contra o batismo apenas de adultos e se alguém não quiser batizar uma criança, dou argumentos para que não faça, assim como, se alguém quiser, dou argumentos para que o faça!
Se na bíblia não há argumentos para batismo de crianças ou não, não podemos dizer que há argumentos para batismo APENAS de adultos.
Afinal, qual é o sexo dos anjos?
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